•Novembro 7, 2009 •
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(Fotografia de Tiago Grilo)
Não sei como hei-de ir da minha vida para a Tua.
A Tua vida cheia de quase certezas,
a minha vida estranha cheia de dúvidas.
De manhã penso aprisionar -Te no resto dos sonhos que inventei.
À tarde, roço-me no vazio, espremendo a distância que se estica do meu corpo às Tuas mãos.
À noite faço da minha cama um rio e do meu corpo uma folha morta e deixo-me ir à deriva, na ilusão de Te chegar.
Espera por mim, sei que um dia chegarei, por que Tu me chamas.
Publicado em Birutices, Certezas, À flor da pele
•Novembro 2, 2009 •
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•Outubro 31, 2009 •
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(Fotografia de dunyazakharova )
” O meu mundo não é como o dos outros!
Quero demais, exijo demais.
.
Há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que nem eu mesma compreendo.
.
Pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada,
com uma alma intensa, violenta, atormentada.
.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade…
sei lá de quê!”
Florbela Espanca
Publicado em Birutices, Certezas, À flor da pele
Tags: espanca, florbela
•Outubro 24, 2009 •
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(Fotografia de Marc Owens)
…AO OUVIDO!
Publicado em Birutices, À flor da pele
Tags: nós, ouvido
•Outubro 23, 2009 •
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(Fotografia de Melanie Rodriguez)
Na noite dos passos perdidos
nesta imensa noite dos vagares
corre célere a vontade
que o novo dia não rompa
e que fique cativo da noite gasta
para que as horas não nasçam
obrigando-me a aceitar
que na inocente cadências dos ponteiros
que fervilham sob a minha pele
vai morrendo o tempo
de O dia acontecer
Publicado em Devaneios, À flor da pele
•Outubro 23, 2009 •
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- (Fotografia de Nirrimi Joy Hakanson)
Dói-me nos ossos o Outono
por acomodar de novo o frio
e guardar as sementes
que encerram em si a certeza
de renascerem um dia
mas ignorando porém
se esse tempo será ainda o meu
Publicado em Devaneios, À flor da pele
Tags: outono
•Outubro 23, 2009 •
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(Fotografia de autor desconhecido)
Há o ingénuo, que tem pouca ou nenhuma experiência sexual, que sofre de excesso de educação religiosa ou pouca libido, que é desajeitado, desinteressado, que não está à vontade com a existência da sexualidade. Há o romântico, que acredita que uma relação sexual deve fazer parte de uma relação amorosa, acredita mesmo nisso, seja por moralismo ou literatice, tem essa característica algo «feminina», algumas mulheres apreciam isso, os outros homens suspeitam. Há o agressivo, que gosta da violência congénita à conquista e ao coito, que vive obcecado com a sua «virilidade» e a fama social que ela granjeia; é nos agressivos que encontramos os homens «bons na cama» e os misóginos. Há o perverso, que não reprime as suas fantasias nem as deixa apenas no reino da fantasia, e que pode ser um libertino, um sádico ou um criminoso.
Pedro Mexia
Publicado em Certezas, Coisas
•Outubro 19, 2009 •
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Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar connosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã au sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:
- Nem fo….den…do!
Luís Fernando Veríssimo
Publicado em Coisas, Devaneios
Tags: ra
•Outubro 19, 2009 •
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Publicado em Birutices, Coisas
Tags: sabor
•Outubro 18, 2009 •
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(Fotografia de autor desconhecido)
“E ao fim de algum tempo aprendes que realmente podes suportar mais…que és realmente forte, e que podes ir muito longe depois de pensar que não se pode mais.E que realmente a vida tem valor e tu tens valor diante da vida!As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar!”
William Shakespeare
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